terça-feira, 2 de novembro de 2021

Quando veio a chuva

Imagem: Unplash.com 

Eu costumava conversar apenas com a lua, depois que conheci você comecei a conversar com as estrelas. Quando você se foi passou a ser inevitável entregar minhas confissões à chuva.

A chuva selou nosso relacionamento do início ao fim. Lembro do nosso último beijo, de parar algumas ruas antes de casa e você me pedindo com um brilho de esperança no olhar "uma palavra" um sorriso triste, de nós dois. Uma palavra e você voltaria pra mim, apenas uma. E eu não a disse.

Está chovendo agora. Sua voz ecoa em mim a cada gota que cai e eu volto no tempo, revivo aquele momento, desfaço o nosso final e refaço o nosso abraço e cada beijo se torna sem fim. O milésimo de segundo antes que a gota chegue ao chão passa a ser infinito. Eu não posso perder aquilo, não mais uma vez. Mas, o momento sempre acaba. Quando eu volto à realidade e encaro o céu, a tempestade já não é mais do lado de fora. Antes, eu sorria com a chuva me lembrando de você Hoje, cada gota me faz chover também.

Texto enviado a este blog por Lua.

domingo, 24 de outubro de 2021

20 de outubro, quarta- feira, 20 horas



Faz quatro dias que me despedi de J. depois de passar algumas horas com ele no hospital. Por sugestão da enfermeira, saímos por alguns minutos a fazer um passeio pelo largo corredor, naquela hora, começo de noite, praticamente vazio. No meio do caminho ele quis descer da cadeira de rodas e andar um pouco, porém cansou logo, retomamos com a cadeira e demos mais outras pequenas voltas. Naquele diminuto trajeto, não nos dissemos nada. Apenas eu lhe pedia que fôssemos mais devagar, enquanto caminhávamos e nos segurávamos um ao outro. Ele sempre andava mais rápido que eu. Depois de uns minutos, ele sinalizou que queria voltar e retornamos ao quarto daquela Unidade de Cuidados Paliativos.

Perto da vinte horas, era a hora da despedida. Sem chorar, me abracei a ele, disse que o amava e não conseguia deixar de segurá-lo tentando reter aquela proximidade. No fundo, eu sabia que não seria um "até breve". Ele, me segurando os braços, forçou-me lentamente a deixá-lo, sinalizando que já era tarde, que era hora de ir-me. Peguei minhas coisas na cadeira devagar e da porta atirei um beijo, aí sim, lágrimas já me molhavam a máscara. Ele retribuiu o beijo, mas continuou me recordando, com sinais, que se fazia tarde. E fui... Nem lembro mais como cheguei em casa naquela noite. 

A hora da despedida foi decidida por ele ali. Tudo parecia determinado. Quarenta e oito horas depois eu já estava no Brasil e ele já não respirava mais. Nossa história chegava ao fim.

Nos últimos meses, nos comunicávamos por escrito, porque o tratamento tinha lhe quitado a fala. Do hospital, um dia me escreveu um e-mail, extremamente conformado e aconselhando-me com sua costumeira sensatez:

"A tristeza e a depressão não nos servem de nada. Eu não posso mais te fazer feliz e a mim tampouco ninguém mais pode. Ao menos não aqui, nessa situação de dor e impossibilidades físicas. Seja feliz tu onde queiras, refaz tua vida da maneira e no lugar que preferires. Ser feliz é uma obrigação. Eu vou te amar para sempre."

Sim, meu amigo, meu amor,  só o tempo vai me ajudar a refazer minha vida. Mas neste momento e sempre resultará impossível esquecer nossa curta e plena vida em comum. Desde nosso primeiro encontro no aeroporto de Porto Alegre em 2013 até aquele quarto de hospital em Pontevedra foram oito breves anos de amor, "ganas de vivir", de vontade de abarcar o mundo, de desfrutar da maturidade, de realizar sonhos de juventude, de aplacar nossas sedes e desejos, de nos apaixonarmos de novo, e mais, só mais uma vez...

Queda comigo tua alegria, teu otimismo, teu impressionante senso de justiça, tua placidez, tua prudência, teus ensinamentos, tua fé na vida e nas pessoas. Levo comigo teu olhar azul que disfarçava bem teus rancores e ressentimentos passados, teu sorriso feliz quando chegava em casa do trabalho, assim como tua recente luta, teu sofrimento físico e tua coragem dos últimos tempos.

Vou te amar para sempre desejando que nos encontremos de novo um dia, não na morte, mas numa outra vida se isso é possível. Assim, quando tivermos nossos vinte anos de novo eu estarei te esperando lá no nosso farol, na Lanterna dos Afogados, porque sei que voltarás do mar. Como siempre!

Temos um amor para continuar, nossos filhos querem nascer. Então, descansa agora, mas depois, vê se não demora!

Foto: Arquivo Pessoal, Paris, setembro de 2015. 

sábado, 23 de outubro de 2021

Escritos do amanhecer

Combarro, Galícia Foto: Arquivo pessoal

Fazia mais ou menos três meses que eu não tinha o prazer de dormir sete horas seguidas. Foi desde que J. voltou do hospital, não para convalescer, mas pela simples e dura razão que o setor de Oncologia informou que não poderia fazer mais nada por ele. Estive ocupada esse tempo atendendo suas demandas, tentando confortar e aliviar suas dores e uma multiplicidade de sintomas que um paciente com câncer pode acumular.

A minha dor física começou justamente aí, quando os médicos oncologistas o abandonaram depois de três anos de tratamento e minha dor psicológica já estava há muito instalada. Comecei, então a me encher de cansaços, de ansiedade, de dores por todo corpo. Tinha dificuldade até para levantar da cama de manhã, os músculos pareciam enrijecidos, doía para me vestir, para esticar as pernas e até para pentear os cabelos. Fui atrás de ajuda médica, porque os dias estavam tornando-se insuportáveis e empilhando mais um doente dentro de casa. Com dois eu não podia.

Minhas dores, as quais eu atribuía de origem emocional, se converteram num diagnóstico comprovado por testes de laboratório chamado de polimialgia reumática.  O médico prescreveu um tratamento com prednisona durante três meses e disse: Tranquilavás a te poner bien. Ele tinha razão, eu já estava bastante aliviada em cinco dias de tratamento. 

Agora, precisamente há dois dias, J. voltou para o hospital. Está na Unidade de Cuidados Paliativos e eu prestes a tomar um voo de volta para o Brasil. Tinha passagem comprada desde julho, mês que costumava começar a me organizar para passar o final de ano no Brasil. Mas naquele ano, as coisas estavam tomando um rumo diverso. Ele não iria comigo e eu não queria estar presente quando ele partisse. Era sabido que isso podia acontecer a qualquer momento. Pensei que uma despedida ali nos Cuidados Paliativos seria menos dolorosa. O ambiente hospitalar, embora pesado e propício a emoções mais fortes, sempre podemos dar um jeito de dissimular e fazer do momento como se fosse algo trivial. E ele, seguramente, estará entorpecido e letárgico, já não mais aflito com a sua e a nossa tragédia pessoal, mas ansiando somente que não tenha dores e possa estar tranquilo.

Agora sozinha em casa e tendo só a mim para cuidar, nesta manhã de domingo me sinto quase feliz. Ontem adormeci muito rápido com a ajuda de um fitoterápico, de um comprimidinho tarja preta, lendo um romance bobo de Danielle Steel e com o barulho de uma chuva forte que caía. Dormi horas seguidas e repus boa dose de energia. Ao me levantar, precisei logo de um café, porque depois de tomar a prednisona fica um gosto forte na garganta. 

As malas estão prontas e há um checklist curto ao lado do computador: comparecer amanhã ao laboratório para o teste PCR exigido pela companhia aérea, preencher um formulário de saúde para o governo brasileiro e fazer uma recarga em meu celular do Brasil. Liguei a televisão da sala e levei o controle até um canal de rádio como sempre fazia quando J. estava saudável, trabalhando e só chegava às três da tarde. Na Melodia FM tocava Phil Collins, seu Easy Lover como num dia tranquilo, porém disfarçado de cotidiano. Tentei abstrair, porque definitivamente os tempos não estão normais. 

Assim como é provável que J. não volte mais para casa, eu não sei se volto a esse lugar e a esse país que me concedeu uma outra nacionalidade. Aqui nesse apartamento tive a sorte de viver tendo uma das vistas mais lindas do litoral da Galícia, acordando todas as manhãs com o barulho de barcos e de gaivotas. Aqui vivi durante mais de cinco anos plenos de felicidade, amor e crescimento pessoal. Porém, ficarão sentimentos contraditórios, de dor e alegria, incredulidade e aceitação, inquietação e paz.

De agora em diante, uma pergunta seguirá comigo para sempre ou até que eu seja digna de uma resposta. Por quê?

                                                                                             17 de outubro de 2021

 


sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Meus Macondos Ibéricos

Castillo de Sotomayor, Pontevedra Foto: Juan Carlos Pérez

Gabriel Garcia Márquez em seu romance Cem Anos de Solidão ambienta sua bela obra na fictícia Macondo, simbolizando a história da Colômbia, de seu povo e parte do continente sul americano. Joaquin Sabina, cantor e compositor espanhol, autor da famosa canção Peces de Ciudad, diz num de seus versos: "En Macondo comprendí que al lugar donde has sido feliz no deberías tratar de volver". Talvez Joaquin tenha se inspirado nos versos de outro poeta espanhol, Félix Grande que escreveu um poema intitulado Donde fuiste feliz alguna vez. Faço aqui uma tradução absolutamente livre de algumas estrofes:

Onde foste feliz alguma vez
Não deverias voltar jamais: o tempo
Terá feito seus destroços, levantado
seu muro limitante
Contra o que a ilusão se chocará estupefata.
O tempo terá esculpido
Paciente, teu fracasso
Enquanto faltavas, enquanto andavas
Ingenuamente pelo mundo
Conservando como lembrança
O que era destruição subterrânea, ruína
Não deverias voltar jamais a nada, a ninguém
Pois toda história interrompida
Só sobrevive
Para vingar-se na ilusão, cravar-lhe 
Sua lança desesperada
Morrer assassinando.

O poeta recomenda não voltar, mas ao final dos versos ele conclui que inevitavelmente voltaríamos, porque a nostalgia fica como uma cicatriz que nunca desaparecerá e estaremos ali como os cães errantes dando voltas nos túmulos de seus donos. O tema é nefasto, mas faz parte da existência. Quando as desgraças nos alcançam fora do lugar onde nascemos ou passamos a maior parte da vida, temos ímpetos de fugir—e aí entendemos o mais absoluto significado de lar. Queremos conforto, esconderijo, consolo ou apenas um pequeno pedido de socorro como na canção SOS do Abba—Whatever happened to our love?... It used to be so nice, it used to be so good. O tempo, assim como constrói, muda e avança, também destroça e penaliza. Voltar aos lugares que um dia fomos felizes se faz de todo penoso, melancólico e impraticável. Os lugares perdem o brilho, a beleza e a transcendência. E toda a felicidade vivida um dia ali haverá de desintegrar-se como neve ao sol, dando prevalência aos finais e à melancólicas lembranças.  Seguramente contrario o poeta e concordo com o cantor. Quando voltar para casa, tudo se quedará atrás, não haverá retornos, porque será insuportável até conviver com as infinitas memórias de uma vida que não voltará. A única forma de cura será o tempo que, espero, não seja escasso, para que meus Macondos ibéricos possam ser convertidos numa rica biografia com dupla nacionalidade e uma nova percepção de mundo.

domingo, 25 de julho de 2021

Escada para o céu

 

Freepik

Conta a lenda bíblica que Jacó —irmão gêmeo de Esaú— sonhou com uma escada pela qual baixariam anjos continuamente para trazer alento e prosperidade ao povo da Terra. Milênios depois, um casal dançava ao som de Stairway to Heaven e, durante a música eles foram atraídos pela escada sonhada por Jacó, conduzidos por um anjo que não sabiam bem como se chamava, se Destino ou Acaso.

Depois de breves minutos subiram até o topo da escada e tiveram a visão do que chamam paraíso. Era um lugar perfumado, tépido, claro e calmo onde só se escutava ao longe a música de Led Zeppelin. Foi quando eles se reconheceram de outras épocas de glória ou de outros carnavais mundanos. Eram os mesmos que tinham se perdido na juventude, os mesmos olhos, as mesmas linhas de expressão dos rostos quase esquecidos, o mesmo cheiro da pele, as mesmas mãos que um dia tinham se enlaçado.

No final da música desceram de volta à Terra, mas saíram fugidos, tentando despistar o anjo que não sabiam o nome. Eles não queriam que desta vez algo mais os separasse. Correram até alcançar um lugar supostamente seguro, livre de seres deste tipo.  Anjos não são confiáveis. Um dia eles guiam os incautos para a felicidade, noutro se transformam em diferentes seres que levam todos ao fim de tudo.

Ainda ofegantes pela corrida, encontraram um refúgio isolado, pensando despistar o anjo. Depois decidiram viver cada momento como se fosse o último, pois sabiam que o tempo poderia ser implacável. Em seu esconderijo, criaram um mundo próprio, onde o amor florescia como flor rara. Cada dia era uma aventura, um renascimento. Eles descobriram que, de certa forma, a experiência na escada os tinha transformado trazendo uma nova compreensão do significado do amor e da vida.

No entanto, o passado não pode ser completamente abandonado. A sombra do anjo suspeito pairava sobre eles como uma presença sutil e inescapável. Enquanto tentavam viver suas vidas em paz, sabiam que cedo ou tarde teriam que enfrentar as consequências de desafiar o destino.

Um dia, quando menos esperavam, outro anjo os encontrou. Não era um mensageiro da ruína, mas sim um ser apiedado que observava aquele amor que transcendia o tempo e o espaço. Ele revelou que, ao desafiarem as regras, haviam conquistado uma bênção rara, uma segunda chance de viver uma vida juntos. Assim, eles continuaram sua jornada, navegando pelas complexidades do amor, sabendo que a vida é uma dança entre dualidades: céu e inferno, doce e amargo, vida e morte.

 


quarta-feira, 21 de julho de 2021

Victoria

 


Victoria tinha um sonho recorrente desde a infância. Sonhava que uma mulher desconhecida corria com ela nos braços no meio de uma mata escura. Depois ela se via ao pé da escada de um enorme avião e a mulher ainda com ela no colo, aos gritos, impedia que seu pai a retirasse dos braços dela. Não sabia se seu pai a salvava da mulher do sonho, pois a última imagem que tinha era sempre da mulher gritando, seu pai lhe estendendo os braços e ela lhe dando os bracinhos chorando.

 Cresceu assim com essa imagem de um pai-herói que, possivelmente a tinha salvo das garras de uma bruxa ou de uma ladra de crianças. Porém, a mulher não parecia uma bruxa, não era velha, nem feia e a tratava com carinho. Ela não tinha medo da mulher, somente dos seus gritos desesperados, enquanto seu pai tentava resgatá-la dos braços dela.

Por vezes, Victoria fantasiava que a mulher do sonho podia ser sua verdadeira mãe e que sua mãe Lúcia a que havia lhe roubado. Tinha um certo ciúme da mãe com seu pai, pois os dois viviam aos beijos e abraços. Ela amava aquele pai bonito e carinhoso que antes de ser seu pai era o marido da sua mãe. Quando ele chegava em casa do trabalho, sua mãe o recebia sempre com um beijo na boca, e até os cinco anos permitiam que ela imitasse a mãe. Depois, mais crescida, ela mesma não se permitiu mais.

Adorava quando saía só com o pai a passear e isso passou a acontecer mais, depois que sua irmã nasceu com uma diferença de pouco mais de dois anos. Ele era cuidadoso, gentil, nunca levantava a voz, comprava sorvete, limpava seu rosto e nariz, levava na praia e depois lhe dava banho para tirar toda a areia. Victoria só não gostava quando ele tentava ensinar-lhe a nadar. A água era sempre muito fria e tinha medo dos mergulhos, então ele desistiu. Sua irmã Clara, sim, tornou-se uma nadadora brilhante graças a ele.

Sua mãe era professora de línguas, era uma mulher inteligente, sorridente e carinhosa quando estava tranquila e despreocupada. Quando se lhe apresentavam problemas e temores, frequentemente mais temores que problemas, ela se punha um tanto colérica e desatinada. Tinha uma certa mania por limpeza e organização, estrita com horários e regras. Depois que teve duas crianças, nascidas muito perto uma da outra, mesmo com a ajuda das cunhadas e do marido, parece que cultivava uma ansiedade que se lhe aflorava a pele. Ela tinha temores infiltrados, temores de perdas, temores de ausências.

Depois dos doze anos, mais ou menos, Victoria nunca mais teve o mesmo sonho, acabou esquecendo e nunca contou a ninguém. Até que um dia, depois de completar dezoito, ela estava com a irmã na casa do avô olhando umas fotografias antigas e sua tia Carmela tentou esconder uma foto do casamento anterior do pai. Victoria percebeu a tentativa da tia e pediu para ver a foto. Ali estavam seu pai, lindo, num terno escuro e gravata prateada, uma noiva igualmente linda com vestido longo branco, suas tias Cristina e Carmela e seu avô, vestidos elegantemente, todos sorridentes em frente à Catedral de Santa Maria de Vigo.

A tia contou que era uma foto do primeiro casamento do pai delas, fato que seus próprios pais já haviam relatado há tempos. Victoria nesse mesmo instante relembrou o sonho da infância e contou à tia e à irmã. Aquela noiva parecia a mulher do sonho. Carmela foi ficando cada vez mais atordoada à medida que Victoria ia contando. Era impressionante como alguns aspectos do sonho e da vida real se encaixavam.

Victoria havia sido sequestrada pela ex-mulher de seu pai, quando tinha pouco mais de três anos e o pai junto com a polícia a tinham resgatado quando elas estavam prestes a embarcar num voo da Espanha para a Venezuela, tendo Victoria um passaporte falso em nome de Maria Laura Álvarez.

A mulher foi presa, julgada e condenada, mas por conta do diagnóstico de um transtorno psiquiátrico obteve liberdade condicional, porém suicidou-se antes de sair da prisão. Ela também amava o pai de Victoria. Sua mãe depois de saber da morte da mulher, nunca mais temeu perder ninguém.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Oceanos e Destinos



Javier é um marinheiro espanhol, aficionado pelo mar. Lúcia é uma universitária brasileira que estuda idiomas. Ambos são muito jovens. Eles se conhecem em Porto Alegre numa situação totalmente inusitada durante a passagem de Javier pela cidade que, à princípio seria de apenas algumas horas. O indecifrável destino propicia que eles se encontrem, se apaixonem e tenham uma aventura romântica na América do Sul no inverno de 1980. Porém, o mesmo destino tece suas tramas. Acidentes, farsas, atentados, manipulações e ciúmes criam um enredo de amor e ódio, vida e morte, dor e alegria. É uma história que atravessa os tempos, onde os personagens são pessoas comuns com seus sonhos e conflitos e o destino, o senhor absoluto. Ou será tudo obra do acaso? Essa é a sinopse de uma pequena novela que estou escrevendo, com o título provisório de Oceanos e Destinos, que pretendo me auto publicar em Amazon, mas ainda sem data. Eu duvidava que pudesse escrever algo do gênero ficcional, mas lendo e escutando especialistas, descobri que todos podemos escrever, é só começar.

Insônia